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  • Marta Rangel

Ó Elvas, ó Elvas Casa d’ Olivença à vista

Deixem-me falar-vos sobre o Carlos e a Susana. São de Lisboa, mas fazem-nos crer que sempre foram daqui. A casa foi outrora morada de duas irmãs, que terão falecido já perto dos 100 anos. Meio apalaçada, faz lembrar outros tempos, outras conquistas. Foi totalmente recuperada, conserva vários detalhes da traça antiga e tem uma decoração de um bom gosto irrepreensível. Há detalhes - como os passarinhos pintados junto aos rodapés - que deliciam os olhares mais atentos.


No topo do prédio existe um terraço chill out com uma pequena piscina, onde nos podemos esquecer do tempo que passa e deliciarmo-nos com a vista sobre a cidade de Elvas.



Mas deixem-me falar-vos sobre os anfitriões. São mestres em saber receber. Não aquela mestria dos livros, mas a que se constrói com a experiência de quem faz o que gosta. Têm a empatia de olhar para todas as pessoas como únicas nas suas expectativas e a arte de antecipar as suas necessidades. São delicados no trato, exemplares na limpeza, desinfeção e organização, elegantes - sem sobranceria - no atendimento, cozinheiros de excepção, disponíveis para tudo aquilo que podemos precisar (e até para aquilo que não sabíamos que íamos precisar!)…



Na Casa d’Olivença existe uma junção entre a graciosidade do espaço e um conforto quase familiar. O silêncio e a tranquilidade imperam, mesmo no pico da época turística. Aqui não há lugar para preocupações, não há espaço para stress. Há vontade de querer voltar, um dia, com tempo para conhecer a cidade e poder dizer “Ó Elvas, ó Elvas, Badajoz à vista”. Não sou contrabandista. Mas trago amor e levo saudade.

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