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  • Foto do escritorMarta Rangel

Dei uma palmada à Caetana

Dei uma palmada à Caetana

E senti-me a pior pessoa do mundo

Dei uma palmada à Caetana

E arrependi-me no mesmo momento 

Dei uma palmada à Caetana

E desatei a chorar, pedi-lhe desculpa, abracei, dei muitos beijinhos, expliquei que o que a mamã tinha feito é errado e prometi não voltar a fazer

Dei uma palmada à Caetana

Num acto completamente irreflectido

Após ela ter-me mordido 4 ou 5 vezes seguidas 

Mas não é desculpa nem justificação 

Não concordo nem compactuo com a “palmada educativa”

Dei uma palmada à Caetana

E fui contra tudo aquilo em que acredito 

Dei uma palmada à Caetana

Porque não soube controlar-me

Quando sou eu o adulto da relação 

Sou eu que devo aprender a regular as minhas emoções para ajudá-la a regular as dela

Dei uma palmada à Caetana

E fui pesquisar para saber como agir

Para ser melhor mãe, a mãe que quero ser

O que fazer, então, se um bebé/criança morde ou bate?

Segundo a Parentalidade Positiva, estas reações são completamente normais aos 2/3 anos de idade.

Devemos aceitá-las? Não. Então, como agir?

Tentar antecipar o comportamento (ou seja, antes que mordam ou batam)Dar alternativas. Ou seja, outra coisa onde morder (por exemplo, um mordedor) ou onde bater (por exemplo, uma almofada) e explicar “Se morderes na mamã, magoas a mamã. Morde antes aqui”Procurar perceber qual a necessidade que não foi atendida. Nestas idades, é habitual haver explosões emocionais porque ainda não sabem exprimir o que sentem nem têm a capacidade de se auto-regular (ou seja, de lidar com as próprias emoções). Por isso, os comportamentos mais desafiantes têm, muitas vezes, por detrás, uma necessidade que não foi atendida como necessidade de atenção, frustração, sono, etc


Dei uma palmada à Caetana. Ontem. E ainda não consegui lidar com isso. 



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