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  • Marta Rangel

Mudar a fralda é um acto de intimidade

Mudar a fralda ao nosso bebé é um acto de intimidade. Então porque é que, tantas vezes, fazemos dele uma experiência? Além da mãe e do pai, em muitas famílias/casas, mudam também a fralda os avós maternos e paternos, os tios, os primos, os amigos próximos que já têm muitas saudades de ter filhos pequenos, a filha dos amigos que adora bebés, a vizinha que fica com ele de vez em quando, a babysitter que vai lá a casa quando os pais vão jantar fora, etc, etc.



Mais do que mudar a fralda há quem ache natural brincar com as partes íntimas das crianças. "Tão gira a pilinha/o pipi... Cutchi, cutchi" (e outras variantes). Mesmo com a melhor das intenções e sem qualquer maldade, a verdade é que podemos estar a transmitir às crianças que é natural que outra pessoa brinque com as partes íntimas deles. E não é, pois não?

Os bebés são pessoas. Tal como os adultos. Pode parecer óbvio, mas, se calhar, não fazemos este raciocínio muitas vezes. Quantas vezes achamos natural fazer determinadas coisas aos bebés/crianças que não faríamos a um adulto?

Basta pensar: com quantas pessoas partilhamos a nossa intimidade? Seja tomar banho, mudar de roupa ou partilhar a casa-de-banho, por exemplo. Provavelmente, com poucas. Então porque é que várias pessoas podem mudar a fralda aos nossos filhos? Ou porque é eles podem fazer xixi ou cocó em público?

Já tinham pensado nisto? Quantas pessoas costumam mudar a fralda aos vossos bebés?

 

Na fotografia, a Caetana está a usar fraldas Rascal + Friends

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