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  • Marta Rangel

O que diriam a vocês próprios com 20 anos?

Esta sou eu com 20 anos. Usava calças à boca de sino e pintava o cabelo de ruivo. Aliás, muitos colegas da faculdade achavam que eu era realmente ruiva. Já gostava de brincos, pulseiras e acessórios. Calçava quase sempre saltos altos porque achava que era demasiado baixa para usar ténis. Raramente sorria para as fotografias porque não gostava dos meus dentes. Vestia roupas escuras - inconscientemente - para parecer mais velha. Usava maquilhagem, às vezes, em excesso. 



Aos 16 anos, já trabalhava como promotora e hospedeira de eventos, para ganhar uns trocos e ter alguma independência financeira. Aos 18, comecei a fazer estágios em Jornalismo. Acreditava que, um dia, o esforço seria recompensado. Confiava que, com empenho e dedicação, todas as metas seriam alcançadas. Achava que tudo seguiria um rumo mais ou menos a direito. Nesta altura, já vivia a um ritmo acelerado, como se alguém corresse atrás de mim. Acumulava stress desnecessário e achava que fazia parte.



Fazer desporto era um escape, uma necessidade. Dançar já era uma paixão (fiz aulas de dança do ventre, acreditam?). Nesta idade, já tinha tido os meus primeiros desgostos. Mas continuava a confiar que, um dia, o principe encantado aparecia. Achava que, aos 30 anos, já teria constituído família. 



Se hoje encontrasse a Marta dos 20 anos dizia-lhe que a vida não é um conto de fadas, com príncipes, princesas e bruxas más. Explicava-lhe que o bem e o mal nem sempre são assim tão fáceis de distinguir. Que a vida não é linear. Pelo contrário, tem tantos altos e baixos, que mais parece uma montanha-russa.  Se encontrasse a Marta dos 20 anos dizia-lhe para fluir pela vida, para abdicar do controlo porque, afinal de contas, não controlamos nada. Sugeria que fosse menos perfeccionista e aceitasse os erros como parte da aprendizagem, do crescimento. Se a encontrasse - se me encontrasse naquela idade - dizia, principalmente, para acreditar sempre - e em primeiro lugar - em mim, na minha intuição, no meu coração. Se a encontrasse, dizia-lhe que, no final do dia, as coisas realmente importantes não são coisas. E isto não é um lugar-comum, é a mais pura verdade. Com saúde, amor e - vá - um bocadinho de sorte, tudo se resolve. Mais dia menos dia.  E vocês, o que diriam a vocês próprios quando tinham 20 anos?

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